02 janeiro 2015

TORMENTO



O que fazer, quando nao há o que fazer?
Com quem falar, quando nao se há ninguém?
O que sentir, quando nao se sente mais nada?
Vazio.

Esqueça o que ensinaram na escola, esqueçam as histórias de finais felizes. Esqueça o que inventam sobre a vida.  Quando abrir os olhos será apenas o vazio.

Vasta escuridão que nos cerca, escuro e vazio é nossa alma. Lobo solitário que caminha na madrugada. Esta é minha alma, este é meu ser. Entregue a escuridão pela própria vida, nao diga, nao reflita,  não ha direito de viver.

A sete palmos abaixo da terra aprendi a sorrir, no eterno descanso me conheço.  Fui incapaz da amar porque nao me ensinaram sobre o amor. Tudo sempre virou ódio, sendo bom escritor transformei as pessoas em palavras.

Apenas um desconhecido a vagar, a se humilhar e lamentar no vácuo do sentimento.  Sedenta por amor, morri de sede por nao saber mas por muito conhecer, a desgraça que é,  aquele que quer sentir.

Na borda da loucura, meu tormento, me enterro no fundo do quarto escuro, procuro por família, só encontro um vasto nada. Nada...

Nada.

Então este é meu fim lhe pergunto?
Ou é apenas o início da minha eterna loucura?
Por nao saber amar, me afastei, sumi, estou assim a sorrir, aos longos sete palmos onde descansei.

Viviane Fachini 02/01/2015

Nenhum comentário:

Postar um comentário